Reza a lenda que numa dimensão que não podemos ver ou tocar, num reinado que não é percetível aos nossos sentidos ou compreensão vivem os nossos guardiões. Figuras iluminadas e muito sábias, os guardiões zelam por nós na nossa passagem pela Terra e asseguram-se que cumpramos o nosso propósito.
Certo dia, um guardião, preocupado com a evolução da sua família na Terra, comentara com uma alma amiga:
- Os nossos irmãos estão a viver no limbo da sua essência… precisam que os reencaminhem
- confessou ele com tom visivelmente apreensivo.
- É uma tarefa difícil… Mas voluntario-me para fazê-la… Quero aprender a ser persistente, resiliente, perseverante, dedicada e a valorizar o trabalho árduo. – respondeu a alma corajosa.
O guardião sabia que essa alminha precisava de aprender esses valores, por isso, aceitara a sua generosa oferta e ambos mapearam a vida da alma nesta Terra.
Aquando da sua partida, o guardião confiou-lhe um presente:
- Leva isto contigo. No momento certo, saberás o que fazer e ajudar-te-á no teu propósito.
A alminha recebera o presente misterioso e num ímpeto de emoção, abraçara a sua família celestial, pois bem sabia o quão difícil iria ser a sua missão na Terra.
A alminha nasceu a vinte e um de julho e recebera o nome de Marta. Ela escolhera esta data, pois sabia que o número do seu dia de nascimento trazeria as energias de criatividade, sociabilidade e comunicação o que facilitaria a sua aproximação ao Outro. Também escolhera o mês 7 propositadamente, pois seriam as energias do estudo, da introspeção, da reflexão para poder aceder e retornar ao seu interior, sabendo que ali residiria a chave que liga o mundo terreno ao etéreo. Além disso, nasceu sob a influência do signo de caranguejo, um signo de água muito sensível e intuitivo, qualidades fundamentais para ver além do que a matéria nos esconde.
Quanto ao nome terreno que recebera, o primeiro dava-lhe o poder de materialização que precisava, enquanto que o seu nome completo vibrava sob a energia da inovação e pioneirismo. Com estas dádivas, o que poderia correr mal? A verdade é que a vida nesta Terra não era fácil. A nossa alminha teve de, desde cedo, aprender a contar com ela própria. A sua infância e adolescência foram marcadas por várias provas porque para a sua missão, ela precisava de ter força individual, firmeza de caráter e capacidade para viver de forma autónoma. Mesmo quando chegara à idade adulta, as mudanças e alterações eram frequentes na sua vida, surgiam sempre oportunidades novas para aprender a morrer e renascer, sempre numa tentativa de dotar a nossa alminha de capacidades e qualidades que a deixassem à altura do seu propósito. Numa idade mais madura, a nossa alminha tomara consciência da sua força pessoal e o seu guardião, observando-a sempre atentamente e orgulhosamente, decidira que estava na altura de lhe falar ao coração.
Foi, nesse momento, que o seu guardião lhe sussurrou: “É agora”.
A nossa alminha sentiu esse murmúrio leve e inspirador no seu coração, mas ainda estava confusa com as suas movimentações no plano material: - O que me estás a pedir? Onde? Em que lugar? – repetia ela no seu pensamento.
Felizmente, a energia introspetiva que herdara da sua data de nascimento, levou-a a voltar a olhar para dentro dela. Por isso, percebera essa mensagem: estava na hora de ir buscar ao seu mais profundo interior esse presente que guardava nos confins da sua alma. E esse presente, entregue em tempos primordiais, pelo guardião de Luz não era mais do que uma minúscula semente.
A nossa alminha pegara no calendário e pensou:
- Em que dia posso plantar esta semente neste mundo?
- Dia 11 – murmurou a sua intuição, a voz do seu guardião.
E assim fora. A dia 11 de março de 2017, a nossa alminha plantou a semente que tinha recebido. E qual era o propósito desta semente? Porque é que o guardião a tinha confiado à nossa alminha? Pois bem, nada é por acaso e se soubermos decifrar a linguagem simbólica que o universo utiliza para comunicar connosco, compreenderemos a sua missão.
A semente era uma entidade individual (1), ou seja, um grão que não podia florescer sozinha. Precisava de outro elemento, um elemento que a nutrisse, que a cuidasse e que encontrou na nossa alminha, o elemento água (11= 1+1=2). Era água pelo signo caranguejo dos astros e água pela sua energia intrínseca feminina. E em conjunto, a nossa semente e a nossa alminha, vibram sob a energia da harmonia e da conciliação (11). Elas complementam-se e cooperam com o intuito de nascer, crescer e desabrochar. Florescendo, a nossa semente vai expandir-se nas asas da sua borboleta e vai comunicar com criatividade a mensagem que veio trazer ao mundo (3).
E, de facto, hoje a nossa semente já se desloca de jardim em jardim, tocando cada uma das flores que aí encontra. Pois ela não se limita a um jardim, a um espaço circunscrito, porque ganhou vida e força própria (2017/10/1) para chegar e tocar quem a rodeia.
Assim, a semente vai construindo outras sementeiras, plantando aqui e acolá, sempre com muita dedicação e perseverança, afinal não foram as qualidades que a nossa alminha veio trabalhar?
Mas perguntam vocês…qual é o segredo que esta semente encerra? Como é que uma pequena semente teve o poder de se expandir com tanta rapidez, por lugares tão diferentes e jardins tão distantes? Porque a semente confiada à nossa alminha não era um grão qualquer, era uma semente mágica… Ela vibra sob a energia dos afetos e humanismo, prima pelos valores da confiança, da família e da responsabilidade para com os demais. O propósito de vida da semente é unir e harmonizar cada jardim que visita e toca.
Mas então… O que tem esta semente? Qual é o ingrediente mágico que o guardião do céu encerrou nesse grão e deu a essa semente esse poder de união? Qual foi o ingrediente especial que este guardião escolheu para depositar nesta semente mágica e resgatar e transformar as vidas dos seus irmãos que vivem no limbo da sua essência?
É algo muito simples e puro… Algo que a Humanidade tem vindo a colocar de lado, mas que lhe faz tanta falta para crescer e se transformar numa melhor versão dela própria…
É: o AMOR. Pois apenas o amor tem o poder de transformar e transcender. Transformar relações, hábitos e mentes. Transcender barreiras, medos e preconceitos.
O amor tudo pode! Hoje a nossa alminha continua a sua viagem, de flor em flor, de jardim em jardim, e se um dia ela cruzar o teu caminho, não é por acaso.
É porque ela também vem partilhar um segredo contigo: como ela, também recebeste um dom antes de vir para esta Terra. Como ela, tens o poder de o semear e torna-lo grandioso para ajudar os outros.
Temos dentro de nós todas as chaves que precisamos para abrir as diferentes portas que vão surgindo na nossa vida. Temos dentro de nós todas as respostas aos segredos da Humanidade.
Não procures mais.
Silencia e ouve…
O que é que ele te diz?
O que diz o teu coração?
Já aprendeste a ouvi-lo?
Faz como a Semente: SENTE!

Manuela Castro | Numeróterapeuta&Numerógrafa